Thanksgiving 2017

Boy Practicing Trumpet by Norman Rockwell. For November 18, 1950 edition of the Saturday Evening Post.

I want to take a moment to write how grateful I am for my trumpet journey so far. It has been a sizable one: 42 years. And add a little more for the bugling I did when I was about 10 (I got an Army-regulation bugle for Christmas, and I want to say to my neighbors back then that I’m sorry for trying to play “Reveille” from our porch at eight on that otherwise quiet morning!).

There have been some missteps. When I began, my embouchure was wrong (I placed my lower lip too far under my upper lip). I was not very thorough in my practice when I was young (“why should I practice for that concert–I already have the job!”). I did not spend much time networking as a young teacher (I guess I was too cool for the International Trumpet Guild). 

But every step counts on our journey. Mine did. When I figured out my embouchure, I grew  in my confidence and knowledge of the mechanics of trumpet playing. When I slowed down and thought of my performances that were not as good as I would have liked them, I realized I needed some changes in my accountability. And now I value even more the human connections in the field of trumpet playing, since trying to be more of a loner. 

I am thankful for every note–the ones that cause listeners to smile, be in awe and even tear up. And I am thankful even for the missed notes: for all of the lessons in humility they have given me. This is my musical career, which is a marvelous thing, isn’t it? And of course, my gratitude goes way beyond just my trumpet playing–to my beautiful family and friends!

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Interview in Portuguese (Português) and English with Brazilian Trumpeter, Pedro Azevedo

Pedro Santos de Azevedo, mestre em música pela Unicamp e bacharel em música com habilitação em trompete pela Faculdade Santa Marcelina, iniciou seus estudos musicais aos 9 anos, na Escola de Música da Banda Musical de Peruíbe (1998-2002). Atou como trompetista em importantes grupos musicais, como a Banda Sinfônica de Cubatão (2008-2015). Possui cursos de educação musical pelo Método Suzuki e em 2016 realizou o curso de capacitação para professor de trompete Suzuki no Canadá, se tornando o único professor latino-americano com o curso de formação no instrumento. Sua pesquisa de mestrado, sob orientação do Prof. Dr. Paulo Ronqui, resultou em uma composição inédita para trompete e flugelhorn solo de nome “O Chamado do Anjo”, do compositor Leonardo Martinelli. Trabalha como professor de música na instituição AMIC – Amigos da Criança desde 2013 e como professor de trompete do Centro Suzuki de Campinas desde 2017. Atua como trompetista convidado em orquestras da região, como por exemplo a  Orquestra Sinfônica de Indaiatuba e Orquestra Sinfônica da Unicamp.

Pedro Santos de Azevedo, received a master in music degree at Unicamp and a bachelor in music with trumpet qualification from Santa Marcelina College. He began his musical studies at the age of 9, at the Music School of the Peruíbe Music Band (1998-2002). He played as a trumpet player in important musical groups, such as the Cubatão Symphonic Band (2008-2015). He holds music education courses by the Suzuki Method and in 2016 held the training course for trumpet teacher Suzuki in Canada, becoming the only Latin American teacher with the training course in the instrument.

His master’s research, under the guidance of Prof. Dr. Paulo Ronqui, resulted in an unpublished composition for trumpet and flugelhorn solo named “O Chamado do Anjo”, by composer Leonardo Martinelli. He works as a music teacher at AMIC – Amigos da Criança since 2013 and as a trumpet teacher at the Suzuki Center of Campinas since 2017. He is a guest trumpet player in orchestras in the region, such as the Indaiatuba Symphony Orchestra and the Unicamp Symphony Orchestra.

Equipment
Trumpets:
Bb – Stomvi Titán Bellflex #27 with MaxiClappers
C – Stomvi Titán Bellflex #23 with MaxiClappers
Eb/D – Stomvi Máster Titanium #20 Bellflex gold plated and #20 Copper silver plated  
Bb/A Piccolo – Yamaha YTR-6810s
Pocket Trumpet: Eagle
Herald Trumpet: Suzuki
Mouthpieces:
Stomvi Valencia 3C Classic (on Bb and C trumpet)
Stomvi Valencia 5C Classic (on Eb/D trumpet)
Monette Classic STC-1 C4S S2 (on C trumpet, sometimes)
Stomvi Valencia 10E Classic (on piccolo)
Schilke 13A4a (on piccolo)
Denis Wick 3FL (on flugelhorn)

 


Bi-lingual Interview with Brazilian Trumpeter, Pedro Azevedo

The interviewer is Stanley Curtis


SC: Pedro, muito obrigado por concordar em fazer essa entrevista

PSA: É um prazer Stan, obrigado pelo convite!

SC: Pedro, thank you so much for agreeing to do this interview.

PSA: It’s a pleasure Stan! Thanks for the invitation.

SC: A maioria dos meus leitores não sabe muito sobre o Brasil. Diga-nos onde você nasceu, cresceu e vive agora. Como é viver de música nesses lugares? Como você acha que a vida musical no Brasil se compara a outros lugares do mundo?

PSA: Eu nasci na cidade de São Paulo – SP, e nos meus 4 anos minha família mudou para Peruibe – SP, uma cidade pequena no litoral sul do estado de SP. Lá permaneci até completar 20 anos. Comecei a estudar música aos 9 anos em Peruibe, na banda musical da cidade, em agosto de 1998. No inicio tinha aulas de coral e percussão, e cerca de 3 anos depois comecei a estudar trompete. No ano de 2002 passei a estudar no Projeto BEC, na cidade de Cubatão – SP, um importante polo musical do estado. Em Cubatão foi o momento onde o estudo do trompete começou a ficar realmente sério, e lá permaneci, como estudante até 2008, tendo aulas com José Torres Menezes. No final de 2008 passei a atuar profissionalmente na cidade, tocando em duas bandas locais: Banda Sinfônica de Cubatão e Banda Marcial de Cubatão. Também em 2008, comecei a estudar trompete na Escola Municipal de Música de SP, com o Prof. Dr. Carlos Sulpicio. Em 2010, ano em que ingressei na Faculdade Santa Marcelina, voltei a morar na cidade de São Paulo, e lá permaneci até março de 2014. Me mudei para Campinas – SP, interior do estado, depois de casar com Marina Maugeri. Nos conhecemos na faculdade. Em Campinas, comecei a fazer mestrado em performance na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp – no ano de 2015, sob a orientação do Prof. Dr. Paulo Ronqui. Finalizei o curso no mês passado (agosto/2017).

SC: Most of my readers do not know much about Brazil. Tell us where you were born, grew up and live now. What are these places like to live in for a musician? How do you think the musical life in Brazil compares to other places in the world?

PSA: I was born in the city of São Paulo – SP (the state of São Paulo), and when I was four my family moved to Peruibe – SP, a small town on the south coast of the state of SP. I stayed there until I turned 20. I started studying music at the age of nine in Peruibe, in the city’s music band, in August of 1998. At the beginning, I had classes in choir and percussion, and about three years later I started studying trumpet. In 2002, I began studies at the BEC Project, in the city of Cubatão – SP, an important musical center of the state. In Cubatão I began to get really serious about the trumpet, and I stayed there as a student until 2008, taking classes with José Torres Menezes. At the end of 2008 I started to perform professionally in the city, playing in two local bands: Cubatão Symphonic Band and Cubatão Military Band. Also in 2008, I started to study trumpet at the Municipal School of Music of SP, with Prof. Dr. Carlos Sulpicio. In 2010, the year I joined Santa Marcelina College, I returned to live in the city of São Paulo, and stayed there until March 2014. I moved to Campinas, state of São Paulo, after marrying Marina Maugeri. We met in college. In Campinas, I started to do a master’s degree in performance at the State University of Campinas – Unicamp – in 2015, under the guidance of Prof. Dr. Paulo Ronqui. I finished the course last month (August / 2017).

SC: Como você se interessou pela música? Por que você escolheu o trompete?

PSA: Não foi escolha minha estudar música. Em Peruibe vivíamos na periferia e meus pais tomaram essa decisão para que eu e meu irmão mais velho, João, não ficássemos na rua. A escolha do trompete, até hoje para mim é uma dúvida. Lá na banda de Peruibe, quando me perguntaram qual instrumento eu gostaria de tocar, eu respondi “trompete”de imediato, mesmo sem conhecer o instrumento. Eu escolhi o trompete, e não me arrependo até hoje.

SC: How did you get interested in music? Why did you pick the trumpet?

PSA: It was not my choice to study music. In Peruibe we lived on the outskirts and my parents made the decision for me and my older brother, John, did not stay on the street. The choice of the trumpet, to this day for me is a doubt. There in Peruibe’s band, when they asked me what instrument I would like to play, I answered “trumpet” immediately, even without knowing the instrument. I chose the trumpet, and I do not regret it until today.

SC: Conte-me sobre seus estudos musicais avançados no Brasil. Sua educação foi típica?

PSA: Creio que agora, depois de finalizar o mestrado, não é tão típica assim. Tenho faculdade, o que é bem comum. Tenho diploma de conservatório (Escola Municipal de Música de SP). Muitas pessoas estudam em conservatório, mas aqui no Brasil o número de pessoas que consegue se formar é baixo. Muitas vezes elas acabam desistindo quando entram na faculdade, ou pelo fato de terem conseguido alguma bolsa de estudos fora do país. Sobre o mestrado, falando sobre trompetistas, levando em consideração o tamanho do país, eu diria que existem poucos trompetistas com esse tipo de formação. Estou especulando, não tenho muita informação sobre isso.

SC: Tell me about your advanced musical studies in Brazil. Was your education typical?

PSA: I believe that now, after finishing the masters degree, my education is not so typical. I do have college degree, which is very common. I have a conservatory degree (Escola Municipal de Música de SP). Many people study in a conservatory, but here in Brazil the number of people who can graduate is low. Often, they end up giving up when they enter college, or because they have gotten scholarships out of the country. About the masters, speaking about trumpeters, taking into account the size of the country, I would say that there are few trumpeters with this type of training. I’m speculating, I do not have much information on that.

SC: Em quais grupos musicais você tocou? Conte-me sobre alguns dos seus concertos interessantes.

PSA: Posso dizer que maior parte da minha vida musical aconteceu dentro de alguma banda. Como já disse, comecei na Banda Musical de Peruibe, e lá também tocava na Banda do Colégio Irene Bargieri. Depois atuei na Banda Escola de Cubatão como estudante, e profissionalmente na Banda Sinfônica de Cubatão e Banda Marcial de Cubatão. Minha prática de orquestra, antes de mudar para Campinas, ficava restrita a orquestras de festivais. Entretanto, sou frequentemente requisitado para atuar na Orquestra Sinfônica da Unicamp, Orquestra Sinfônica de Indaiatuba, e outras orquestras da região.

Sobre os concertos, eu diria que os 8 anos que integrei o naipe de trompetes da Banda Sinfônica de Cubatão foram muito enriquecedores. O repertório de Banda Sinfônica é riquíssimo, e muito desafiador. Tocávamos desde música barroca até música contemporânea, brasileira, e etc. Só para citar um, lembro quando tocamos a Sinfonia Nº2 “The Big Apple”, de Johan de Meij, em 2011. Foi marcante não só pela dificuldade, mas pelo que a sinfonia trouxe de conhecimento para mim, sobre música contemporânea. Gosto muito de música contemporânea.

Um concerto inesquecível para mim ocorreu em um festival na cidade de Pelotas – RS, onde tocamos Abertura 1812 de Tchaykovsky com uma grande orquestra, coro, uma banda com cerca de 20 músicos e dois canhões de guerra. Eu estava na orquestra, foi sensacional!

SC: What music groups have you played in? Tell me about some of your interesting concerts.

PSA: I can say that most of my musical life happened inside some band. As I said, I started in the Peruibe Music Band, and there I also played in the Irene Bargieri College Band. Later I performed in the School Band of Cubatão as a student, and professionally in the Cubatão Symphonic Band and Cubatão Martial Band. My orchestra practice, before moving to Campinas, was restricted to festival orchestras. However, I am often asked to perform at the Unicamp Symphony Orchestra, Indaiatuba Symphony Orchestra, and other orchestras in the region.

Concerning the concerts, I would say that the eight years that I have been a part of the trumpet section of the Cubatão Symphonic Band have been very enriching. The repertoire of Symphonic Band is very rich, and very challenging. We play repertoire from baroque music to contemporary Brazilian music, and so on. Just to name one, I remember when we played Johan de Meij’s Symphony No. 2 “The Big Apple” in 2011. It was remarkable not only for the difficulty, but for what the symphony brought to me of knowledge about contemporary music. I really like contemporary music.

An unforgettable concert for me took place at a festival in the city of Pelotas – RS, where we played Opening 1812 by Tchaykovsky with a large orchestra, choir, a band with about 20 musicians and two war cannons. I was in the orchestra, it was sensational!

SC: Quem são seus “heróis” trompetistas – no Brasil, na América Latina, no mundo?

PSA: No Brasil eu diria que os três professores que estudei até hoje. José Torres é minha referência de som, sem dúvida alguma. Ele tem um som lindo! Já Carlos Sulpicio foi quem me introduziu no meio acadêmico, e até o momento foi o professor com quem passei mais tempo, cerca de 8 anos. O Prof Paulo Ronqui foi um marco na minha carreira. Cresci muito com ele, passei a tocar melhor, mais relaxado, e aprendi a organizar meus estudos. Aprendi com ele a me conhecer enquanto trompetista, e saber o que é preciso fazer para evoluir. Essas são minhas maiores referências no Brasil. Tem também o Sidmar Vieira, Daniel D’Alcântara, Walmir Gil, Moisés Alves, dentre outros.

Na América Latina, sem dúvida alguma, é Pacho Flores, da Venezuela. Nunca ouvi em toda minha vida um som tão lindo. Ele vem com frequência ao Brasil, e tive a oportunidade de assistir alguns concertos, participar de alguns masterclasses. É um ser humano que transborda alegria e musicalidade, que canta com o trompete, que realmente faz música. Sem contar que a sua técnica é fantástica. Na minha opinião, todo trompetista deveria conhecê-lo!

No mundo, depende do que quero ouvir rsrs. Quando procuro música contemporânea, Ole Edvard Antonsen. Quando quero alguém com muita musicalidade, Alison Balsom. Quando procuro música antiga, Niklas Eklund. Música eletroacústica e trompete, Markus Stockhausen e Marco Blaauw. Ultimamente tenho ouvido muito Ibrahim Maalouf, foi uma descoberta recente através de um amigo. A música que ele faz é impressionante!

SC: Who are your trumpet “heroes”—in Brazil, in Latin America, in the world?

PSA: In Brazil I would say the three teachers I studied until today. José Torres is my reference of sound, without a doubt. He has a beautiful sound! Already Carlos Sulpicio was the one who introduced me to the academic environment, and so far he has been the teacher with whom I spent the most time, about 8 years. Prof. Paulo Ronqui was a mark in my career. I grew up a lot with him, I started playing better, more relaxed, and I learned how to organize my studies. I learned from him to know me as a trumpeter, and to know what it takes to evolve. These are my biggest references in Brazil. There are also Sidmar Vieira, Daniel D’Alcântara, Walmir Gil, Moisés Alves, among others.

In Latin America, without a doubt, it is Pacho Flores, from Venezuela. I’ve never heard such a beautiful sound in my whole life. He comes often to Brazil, and I had the opportunity to attend some concerts, to participate in some masterclasses. It is a human being who overflows joy and musicality, who sings with the trumpet, who really makes music. Not to mention that his technique is fantastic. In my opinion, every trumpeter should know him!

In the world, it depends on what I want to hear. When I look for contemporary music, Ole Edvard Antonsen. When I want someone with a lot of musicality, Alison Balsom. When I look for old music, Niklas Eklund. Electroacoustic music and trumpet, Markus Stockhausen and Marco Blaauw. Lately I have heard a lot of Ibrahim Maalouf, it was a recent discovery through a friend. The music he does is amazing!

SC: Como você se interessou pela educação infantil?

PSA: Minha esposa Marina é professora de violino Suzuki (e mãe Suzuki), e foi uma aluna Suzuki também. Ela me incentivou a fazer o curso de Filosofia Suzuki com a teacher trainer Shinobu Saito no ano de 2013, pois já tínhamos notícia do Método Suzuki para Trompete. Após a realização do curso, fui contratado como professor de música na AMIC – Amigos da Criança para trabalhar com uma faixa etária de 0 a 6 anos. Nunca havia trabalhado com crianças tão pequenas, foi desesperador. Não sabia o que fazer. Em Janeiro do ano seguinte, minha esposa estava se preparando para ir ao Peru fazer alguns cursos de capacitação de violino. Lá existe um festival muito importante na América latina. Ela me informou sobre os cursos de Estimulación Musical Temprana, um curso equivalente ao Early Childhood Course Suzuki. Acabei fazendo os dois níveis (de 0 a 2 anos e de 2 a 4 anos) e também alguns outros relacionados a educação musical. Foi fantástico. Comecei o ano muito mais capacitado a atender às expectativas da instituição. Ainda trabalho com isso na AMIC. Mas até ir a Calgary, não tinha nenhum aluno de trompete.

SC: How did you get interested in early childhood education?

PSA: My wife Marina is a Suzuki violin teacher (and mother Suzuki), and was a Suzuki student as well. She encouraged me to take the Suzuki Philosophy course with teacher trainer Shinobu Saito in the year 2013, as we had already heard about the Suzuki Method for Trumpet. After completing the course, I was hired as a music teacher at AMIC – Friends of the Child to work with an age group of 0 to 6 years. I had never worked with children so small, It was scaring. I did not know what to do. In January of the following year, my wife was preparing to go to Peru to do some violin training courses. There is a very important festival in Latin America. She informed me about Early Chilhood Music courses, a course equivalent to the Early Childhood Course Suzuki. I ended up doing both levels (from 0 to 2 years and from 2 to 4 years) and also some others related to music education. It was fantastic. I started the year much better able to meet the expectations of the institution. I still work on AMIC. But until I went to Calgary, I had no trumpet pupils.

SC: Você é, eu acho, o único brasileiro que ensina trompete utilizando o Método Suzuki. Conte-me sobre sua decisão de obter certificação, sua experiência em Calgary no verão passado e seu estúdio agora.

PSA: O motivo no qual eu fiz o curso de filosofia em 2013 foi para a possível realização do curso de trompete em um futuro distante. Eu realmente achava que seria algo distante, pois a teacher trainer é sueca, etc. Sempre fiquei, na verdade ainda fico, impressionado com a eficiência do método Suzuki. Minha esposa dá aulas em casa e no estúdio, portanto eu vejo o progresso de seus alunos bem de perto.

Sobre Calgary, eu fiquei sabendo muito tarde desse curso. Um amigo meu, Fábio dos Santos, professor de violino e viola Suzuki, esteve na última conferência em Minneapolis para apresentar uma palestra, e encontrou com Natalie DeJong, com quem ficou sabendo acerca do Suzuki Summer Institute em Calgary. Foi uma loucura! Corremos atrás de patrocínio, crownfunding, ajuda de parentes, amigos, comunidade Suzuki, pois sair do Brasil na época das Olimpíadas com destino ao Canadá no período de férias, é muito, mas muito caro! Mais ainda se a passagem for comprada perto do dia da viagem!

Mas o problema não foi só a passagem. Eu esqueci do visto! Foi insano, mandei muitos e-mails para o consulado canadense no Brasil, fui lá na porta, mesmo não podendo entrar, liguei, e etc. O visto ficou pronto um dia antes da viagem! O consulado adiantou a entrega, o que é algo muito incomum por aqui. Para completar, no dia da viagem era o primeiro dia das olimpíadas no Rio, fiquei preso em um congestionamento por um bom tempo. Não atrasou o vôo, mas me deixou muito preocupado.

Consegui uma bolsa da SAA que cobriu aproximadamente 25% do valor do curso, e mais 50% diretamente da Mount Royal University. Resumindo, consegui uma ajuda para pagar cerca de 70% da passagem, 75% do valor do curso, e fiquei hospedado na casa da Profa. Natalie DeJong, que me ajudou muito nesse processo. Sou eternamente grato. Outra pessoa fundamental nesse processo foi Marg Caspell, que também ajudou bastante.

Sobre o curso, para mim foi um divisor de águas. Eu realmente não sabia como iniciar um aluno adulto no trompete, que dirá uma criança. O conteúdo foi excelente e foi transmitido com muita clareza. Tive a oportunidade de conhecer outros professores de trompete (como você, Stan rsrs) de realidades completamente diferentes, e isso foi bastante enriquecedor.

Atualmente sou professor de trompete no Centro Suzuki de Campinas, um estúdio com mais de 35 anos de ensino Suzuki. No Brasil temos duas teacher treiners Suzuki, e uma delas é fundadora do Estúdio, a Prof. Shinobu Saito. Tenho 5 alunos: Henrique de 4 anos; Davi de 10 anos; Maria Luísa de 14 anos; Glauco de 9 anos; e a Isabela de 9 anos. O Henrique e o Davi começaram juntos há cerca de 6 meses, a Maria Luísa começou agosto, e o Glauco e a Isabela começaram em setembro. Eles tem uma aula individual e uma em grupo por semana, ambas de 30 minutos de duração. No dia 16 de setembro de 2017, Davi e Henrique se apresentaram pela primeira vez. Foi muito legal.

Pedro Azevedo with young students

 

SC: You are, I think, the only Brazilian who teaches the Suzuki trumpet method. Tell me about your decision to get certified, your experience in Calgary last summer and your studio now.

PSA: The reason I took the philosophy course in 2013 was for the possible completion of the trumpet course in a distant future. I really thought it would be something really distant because the teacher trainer is Swedish, etc. I’ve always been, in fact, still impressed with the efficiency of the Suzuki method. My wife teaches at home and in the studio, so I see the progress of her students very closely.

About Calgary, I knew very late about this course. A friend of mine, Fábio dos Santos, Suzuki violin and viola teacher, was at the last conference in Minneapolis to give a lecture, and met Natalie DeJong, with whom he knew about the Suzuki Summer Institute in Calgary. It was crazy! We run behind sponsorship, crowdfunding, help from relatives, friends, Suzuki community, because leaving Brazil at the time of the Olympics heading to Canada on vacation is very, very expensive! Even more so if the ticket is purchased near the day of the trip!

But the problem was not just the ticket. I forgot the visa! It was insane, I sent many emails to the Canadian consulate in Brazil, I went there at the door, even though I could not enter, I called, and so on. The visa was ready the day before the trip! The consulate advanced the delivery, which is something very unusual around here. To conclude, on the day of the trip was the first day of the Olympics in Rio, I was stuck in a jam for a long time. It did not delay the flight, but it made me very worried.

I got a scholarship from SAA that covered approximately 25% of the course fee, and a further 50% from Mount Royal University. In short, I got help to pay about 70% of the flight ticket, 75% of the cost of the course, and I stayed at Natalie DeJong’s house, who helped me a lot in this process. I am eternally grateful. Another key person in this process was Marg Caspell, who also helped a lot.

About the course, for me it was a watershed. I really did not know how to start an adult student on the trumpet, which will tell a child. The content was excellent and was transmitted very clearly. I had the opportunity to meet other trumpet teachers (like you, Stan hehe) from completely different realities, and that was quite enriching.

I am currently a trumpet teacher at the Suzuki Center in Campinas, a studio with more than 35 years of only Suzuki teaching. In Brazil, we have two Suzuki teacher trainers, and one of them is founder of this Studio, Prof. Shinobu Saito. I have 4 students: Henry, 4 years old; David of 10 years; Maria Luísa, 14 years old; Glauco, 9 years old; and Isabela, 9 years old. Henrique and David started together about six months ago, Maria Luisa started in August, and Glauco and Isabela started in September. They have an individual lesson and a group lesson per week, both 30 minutes long. On September 16, 2017, David and Henry introduced themselves for the first time. It was very cool.

SC: Qual direção da carreira você quer ir de onde você está agora?

PSA: Pretendo seguir a carreira acadêmica, mas não quero deixar de lado a performance. Penso em montar um quinteto de metais ou alguma outra formação e sair por aí tocando. Tenho um projeto de montar um duo de violino e trompete com minha esposa, mas isso ainda não aconteceu rsrs. Tenho interesse também e aprender a tocar trompete barroco, mas aqui no Brasil é difícil conseguir esses instrumentos. Na verdade, é difícil conseguir qualquer instrumento. Normalmente alguém vai para fora do Brasil e traz para vender aqui. Comprar em lojas é inviável! São muitos impostos, fica muito caro.

SC: What career direction do you want to go from where you are now?

Alan Siebert (trumpet professor at Cincinnati College-Conservatory of Music) with Pedro Azevedo

PSA: I intend to pursue the academic career, but I do not want to leave aside the performance. I think of putting together a brass quintet or some other group and go out there playing. I have a project of putting together a violin duo and trumpet with my wife, but this has not happened, yet. I am also interested in learning to play baroque trumpet, but here in Brazil it is difficult to get these instruments. In fact, it is difficult to get any instrument. Usually someone goes out of Brazil and brings it to sell here. Buying in stores is unfeasible! It’s a lot of taxes, it’s very expensive.

SC: Quando você não está tocando e ensinando trompete, o que você gosta de fazer?

PSA: Gosto de brincar com meu filho, ir ao parque, ficar com minha família.

SC: When you are not playing and teaching trumpet, what do you like to do?

PSA: I like to play with my son, go to the park, and hang out with my family.

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